Ainda que nunca viesses a saber de nada,
Se alguma vez, de longe, me fosse possível ouvir
Um riso feliz nascido do meu sacrifício!
- Cada olhar teu suscita uma nova
Virtude, uma nova audácia em mim! Agora
Começas a entender? será que te dás conta?
Percebes um pouco minha alma, neste escuro,
Se elevando?...Oh! mas esta noite, realmente,
É bela demais, por demais doce!
Digo-te tudo isso e tu me ouves!
É demais! Mesmo em minha esperança menos modesta,
Jamais esperei tanto! E agora, só o que me resta
É morrer!...
(Cyrano de Bergerac - Fragmento)
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